ENEM 2023 — PPL · Linguagens · Questão 25
Da calma e do silêncio
Quando eu morder a palavra, por favor, não me apressem, quero mascar, rasgar entre os dentes, a pele, os ossos, o tutano do verbo, para assim versejar o âmago das coisas...
[...]
Quando meus pés abrandarem na marcha, por favor, não me forcem.
Caminhar para quê?
Deixem-me quedar, deixem-me quieta, na aparente inércia.
Nem todo viandante anda estradas, há mundos submersos, que só o silêncio da poesia penetra.
EVARISTO, C. **Poemas de recordação e outros movimentos**. Rio de Janeiro: Malê, 2021 (fragmento).
Na reflexão sobre motivos e soluções do trabalho com a palavra, o eu lírico defende que a poesia
- A reflete as limitações inerentes à sua matéria-prima.
- B é um produto relacionado ao sentimento de angústia.
- C exige o engajamento social para a sua plena realização.
- D requer um tempo próprio de amadurecimento e plenitude.
- E deve desvincular-se de questões de inspiração metafísica.